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Olhos da alma

Seu cheiro em minha cama.
Sua pele na ponta de meus dedos.
Sua língua na minha boca.

Em alguns momentos a lembrança traz a tona os sentidos que metidos e entremeados recortam o dia.

O olfato não se dá conta de que levanta na trama um odor que não existe!
O tato roga   à Deus que o refine para que não ultrapasse os seus limites e toque o ar dando-lhe forma.
O paladar busca o sabor de um alimento roubado/doado, mas não olhado.
A visão reclama o medo do olhar, a fuga do encontro, o falsete da voz que fala aos ouvidos da alma!

Oh, alma que chorosa e amante busca o brilho incandescente dos teus olhos tateando o caminho do encontro! Quem sabe ao cair da noite na forma da tua energia possa você alcançar o equilíbrio dos sentidos mergulhada em sonhos e olhares não tidos.
Simone Carneiro
Enviado por Simone Carneiro em 19/06/2006
Código do texto: T178309

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Sobre a autora
Simone Carneiro
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil, 48 anos
161 textos (8342 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 04/12/16 16:46)
Simone Carneiro