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CARTA PARA QUERIDA MARIA ALICE

  Olá minha musa, estou com saudade mesmo não a vendo, sou sua mais rara tenacidade, tenho pro ti enorme admiração, porém este prefácio de profunda catarse não é nada aos teus pés sou apenas um vil poeta, aliás, musa nem sei por onde começar a declamar, isto é, como faço para te conquistar? Àquela hora já passou e minha inspiração decaí a cada instante, será eu, ínfimo de homenagens? Ou você és Ente Intocável? Diga-me se posso tocar sua aura inebriável, só conseguirei prosseguir com uma resposta nua e crua de Vossa Majestade, Rainha te peço toda paixão, talvez esteja vivendo à tal Ilusão, ou seja, perdido vôo utópico nunca serei digno de nem ao menos tocar estes macios braços, e muito menos se entrelaçar por entre apertados abraços, você é a dádiva entidade; Poeta que não oscila nem vibrar em teus amplexos mundos complexos giram em torno desse trono que mais parece jardim encantado...
           Sinto que a brisa que a rodeia está acima, sob, em cima desse universo, por isso exalto um torpe verso para tentar explicitar toda esta magia que mescla-se a una Sinergia, Constelações se abrem mutuamente, veredas performáticas, labaredas dentre desejos, delírios, loucuras passo a barreira duma transcendência inigualável, soou esta corneta-trombeta sempre nos léxicos de sonetos, liras, odes, cantigas de amor e amigo, agora esta literatura tam promiscua ainda é pouca para atingir o ápice, uno clímax, tudo se contempla em uma só expressão, cada passo que dou és o pormenor paraíso; nossa como é tesouro esse elo siso...
            Reajo como apaixonado por sua exacerbada atmosfera, coisa assim não existe somente na ducentésima reencarnação: Cousa Brilhante como a Lua Cheia e também estirpe em sinonímia digna do mais áulico plenilúnio.
            Estou em êxtase, cada vez mais entro em simbio furor, tudo se cala sob túnica igual ao claro, nítido, anil, azul fulgor, sóis dirigem-se a ponteiros da aurora boreal, outonos austrais, primaveras em Danúbios Canais, Relativos Caminhos em Tamisas, Tulipas ou Lírios desse Nauru Paradisíaco, Andrômedas trazidas de Vanuatu Afrodisíaco, acontecem fatos primazes e restam soezes eternas que etéreas erigem como o muro de um Firewall Fogo Amoroso, Aéreas Mensagens cruzam às marés dessa telepatia imensurável sem limítrofes terras para a admiração que tenho por você!


Edemilson Reis
Enviado por Edemilson Reis em 22/06/2006
Código do texto: T180287
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Sobre o autor
Edemilson Reis
Vespasiano - Minas Gerais - Brasil, 27 anos
332 textos (127555 leituras)
4 e-livros (593 leituras)
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Edemilson Reis