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MELHORES FONTES DE INSPIRAÇÃO

Não sei se ouvi dizer ou se eu mesma inventei, só sei é que; quanto maior for à desilusão é ai que surge grande a inspiração. E como coadjuvantes tem-se uma dor dilacerante a ferrar o coração, a agridoce solidão e esse silêncio maravilhoso que faz par com o descompasso de um coração murimbundo.

Ser ou não ser sensível? É a grande questão. Dá vergonha, suscita compaixão. Mas e daí?
Dói-me! E tenho que algo bem rápido fazer, entretanto, tudo me parece diferente e todos indiferentes.

Terceiro milênio! Recordo-me muito bem desse marco cronológico. E eu? Será que parei no tempo? Estarei na hora zero? Ou uma bomba me dizimou e fui aproveitada como robô? Sou então algo genérico ou uma mistura imperfeita. Um clone quem sabe? Uma mutação!! Talvez nada disso eu seja.

Que diabos! Escorre-me catarro do nariz, choro e sinto as batidas do coração e essa dor contínua. Tenho até medo de morrer. Não há sensação mais horrível! Sinto-me um ser apaixonado. Serei um ser único? Um remanescente, que crer no amor, se apaixona e ainda é capaz de chorar. Também me sinto um ser incompleto e desgraçado. Por que se escondeu de mim a alegria de viver? Já não me reconheço.

Eu tonta que sou, lá outra vez fui me meter com essa coisa de amar. Que infeliz situação! Nunca chegou até mim, nenhum prêmio, continuo pobre e dilacera-me essa dor incessante que transborda os limites do coração e invade minha alma. Segue doendo e não me compraz.

No entanto é nesse momento mágico de quietude do ambiente que me valho de minhas lembranças, minhas saudades, e no silêncio mais uma composição, infelizmente ritmada pela dor de uma grande decepção.

Quebra-se a magia e rompe-se o silêncio, entre as recordações um choro distinto é a realidade a se manifestar tirado-me da abstração. Traz alento e tem o dom de afasta a frustração. Que lindo, meu híbrido poema, tem oito meses e muita, muita animação sendo mais uma de minhas melhores fontes de inspiração.

Cláudia Célia Lima do Nascimento
Enviado por Cláudia Célia Lima do Nascimento em 24/06/2006
Reeditado em 28/06/2006
Código do texto: T181750

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Sobre a autora
Cláudia Célia Lima do Nascimento
Luziânia - Goiás - Brasil, 51 anos
476 textos (16061 leituras)
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Cláudia Célia Lima do Nascimento