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"TRANSE 2"

Enquanto sozinho, eu andava
pelos desertos sertões,
garganta sedenta de água
por muitas vezes a mágoa
sucumbia este meu ser;
quantas vezes eu enxergava
cascata de água que jorrava
e os meus pés, queimavam no calor;
às vezes olhava pro céu, 
enquanto, o vento soprava o meu chapéu
e o horizonte tremia em minha frente,
os meus pés afundavam na areia
sem ter a quem pedir socorro...
o sol que parecia fogo,
a brisa morna sem frescor
enquanto esse viajante...
nesta seca terra distante
neste deserto sertão;
não via uma alma viva
que não fosse por miragem...
ah! Como eu tive vontade...
que tudo aquilo...fosse um sonho;
e realmente era um sonho
que eu sonhava acordado,
como que hipnotizado
eu vivia, o que sonhava;
alguém me observava, eu não via;
era a minha filha, que dizia...
- ficou maluco papai?! está falando
sozinho...respondi pra ela assim.
- Agora eu sei que sou um poeta,
pois todo poeta...é maluco.



Antonio Hugo
Enviado por Antonio Hugo em 29/06/2006
Código do texto: T184401
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Antonio Hugo
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