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Silêncio

Ouço a algazzarra que se dá atrás da parede da minha casa. São vozes abafadas que chegam até mim translucidamente atravessando meu espírito.
Recuso-me a aceitar qualquer verdade metafísica. Sei que nada há lá fora. Tudo é um emaranhado de formas geométricas que na minha mente se configuram em uma variedade desarmônica de notas musicais.
O barulho percorre obliquamente meus ouvidos. Vê-se desviado toda vez que eu o receio sentir. Isso é a essência da existência? Não. Impossível.
A dor advinda do barulho martela paulatinamente meu olhar. Escrevos frases desconexas que respiram essas ondas mecânicas cujo de meio de propagação é essa página sob a qual reluto.
Minha consciência imaginativa me puxa pelo braço. Aprecio de forma doentia a morte (o barulho não cessa). AS luzes esparsas que iluminam minha vontade são molestadas pelo barulho. Elas também temem assim como eu. Presentifico o presente. Parece estranho, mas com a mais confiante resolução, decido continuar a pisar nos vales do meu espírito.
Aproveita que estou aqui! Pega uma faca! Me corta aos poucos! Exponha minhas tripas! Me transforme em um espetáculo de horrores! E por úlitmo, crava no meu peito teu ser, para finalmente, silenciar-me.
existencialista
Enviado por existencialista em 02/07/2006
Reeditado em 20/02/2015
Código do texto: T186095
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
existencialista
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 29 anos
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