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(imagem de Joao Gomes, www.thousandimages.com)

QUANDO SE FOREM AS PERGUNTAS 

          Eu nao tenho idéia do que é feito das alegrias distantes que tivemos na infância, aquelas pequenas bobagens que nos faziam o dia e a vida serem algo absolutamente fora do comum.Gostaria muito de saber para que ponto do universo se vao estas pequenas coisas que tornavam nossa vida grande e colorida. Talvez pra algum ponto ou algum armário secreto em nós que, em algum momento da vida, quando nos ensinaram a “crescer e amadurecer”, perdemos a chave ou nao conseguimos lembrar em que lugar a pusemos. 
     
          Eu nao sei o que é feito dos sonhos que um dia alimentamos com tanta fé e convicçao e que depois, “libertos” da nossa ingenuidade juvenil e já devidamente consagrados como “pessoas maduras” passamos a crer impossibilidades totais, na melhor das hipóteses e estupidez, na pior delas. E quase sempre optamos pela segunda hipótese.  Talvez tenham se transformado em poeira levada pelo vento ou quem sabe permaneçam trancados no mesmo armário de nossas pequenas alegrias e do qual perdemos a chave. 

          Eu nao sei o rumo que tomaram as estradas que um dia foram tao claras e abertas diante dos nossos olhos crédulos e idealistas e que desapareceram em algum momento como se tivessem sido apenas projeçoes numa tela de cinema, dando lugar a uma pedregosa e escorregadia vereda pela qual temos que subir feito heróicos alpinistas, querendo ou nao, porque afinal atrás vem gente. E com muita pressa de chegar só Deus sabe onde. 

          Eu realmente nao tenho nenhuma dessas respostas. De todas as formas, contento-me e me dou por feliz. Pelo menos, eu ainda faço perguntas. Será triste quando as interrogaçoes também sumirem.

Assunción, 4 de julho de 2007
De novo, perdoem os erros. Nao me entendo com este teclado ...
Débora Denadai
Enviado por Débora Denadai em 04/07/2006
Reeditado em 04/07/2006
Código do texto: T187265

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Sobre a autora
Débora Denadai
Caracas - Distrito Federal - Venezuela, 54 anos
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Débora Denadai