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Que Venha o CAOS

Você vê o lado iluminado de minha lua. A lua não tem luz própria; há um sol que a ilumina. Não sei quem é ou o que é esse sol. E o lado escuro de minha lua? Você faz alguma idéia do que acontece nesse lugar? Não há certezas, há perguntas e muitas. Estas são minhas, não consigo compartilhar.

Caminho com os pés, minhas pernas os levam. Meus braços dão o equilíbrio de meu andar. Estou quase trocando meus pés pelas minhas mãos. E lá se foi o equilíbrio. O mundo fica de cabeça para baixo.

Talvez de cabeça para baixo ele faça mais sentido. Se virarmos uma caixa ou uma garrafa de cabeça para baixo, elas se esvaziam, desde que estejam abertas. Somente assim é possível enchê-las de outra forma, com outro conteúdo.

É certo que esse esvaziar provoca uma grande bagunça, tudo se mistura. E aí é que está o receio. A desorganização provoca o receio em muitas pessoas. Mas, como dizia o inesquecível Chico Science: "e eu desorganizando, posso me organizar; e eu me organizando, posso desorganizar."

Vou acender o pavio, que venha a explosão. Afinal, foi de uma grande explosão, o Big Bang, que o Universo surgiu.

Que venha meu Big Bang. Que venha o Caos. Só assim poderei esperar as coisas do céu no céu e as da terra na terra.
Cris Marco
Enviado por Cris Marco em 08/07/2006
Código do texto: T189872

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Sobre a autora
Cris Marco
Campinas - São Paulo - Brasil, 53 anos
86 textos (4402 leituras)
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Cris Marco