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(Imagem: "Outono Dourado" de Ricardo Alves, www.thousandimages.com)

TEMPO PARA SONHOS E MILAGRES

          Coisas há para as quais é inútil a busca de justificativas. Há a dor do nao-amor; a raiva pelo que é incompossível, que insiste em ajustar-se ao que desejáramos desajustado, as ganas de querer o improvável e impossível e que chega virando o avesso do avesso do que queremos no sentido do que sentimos e desejáramos, esses sim, ao avesso. 

          Lamentavelmente, nao há como usar as palavras para levantar muralhas e cavar abismos. Nao sao deste material estas construçoes. Elas sao erigidas muito mais do que está no silêncio entre as palavras, no “anham” que se diz por nao assumir claramente uma posiçao. Nao. As muralhas e fortalezas sao feitas de outras pedras e de coragem. 

          As palavras também nao constróem certezas e convicçoes. Estam surgem aos poucos, no vao pequeníssimo de dedos que se reconhecem quando as palavras e os discursos nao convencem. Surgem do olhar em esquina, que brilha disfarçado, quando desejáramos aparentassem polidez natural ou simples desinteresse. Surgem feito pequenos brotos, vindos de sementes do inconsciente, regados pelos pensamentos que nao ousamos materializar. Necessitam criar ramos e raízes que se saibam já bem aprofundadas para, só entao, mostrar suas pétalas. 

          Decididamente, nao. Estas coisas todas nao se fazem num girar de ponteiros de segundos, de uma hora para outra. Milagres e Sonhos pertencem a uma classe de coisas as quais é preciso dar tempo. Tempo. Isso é algo que poucos conhecem. 


PS: CONTINUO ME DESCULPANDO, MAS NAO ME ENTENDO COM ESTE BENDITO TECLADO...PROMETO CONSERTAR TUDO NA VOLTA...
Débora Denadai
Enviado por Débora Denadai em 18/07/2006
Reeditado em 18/07/2006
Código do texto: T196685

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Sobre a autora
Débora Denadai
Caracas - Distrito Federal - Venezuela, 54 anos
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Débora Denadai