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Senhor da chuva

   Quando menino, eu costumava correr pelos campos sempre que chovia. Adorava a chuva!
   Sempre achei a chuva mágica, algo que purifica, que renova e transforma todas as coisas. Talvez, por ter vivido sempre no nordeste, onde a chuva é escassa. Mas quando via a chuva meus olhinhos brilhavam e na oportunidade certa eu de mansinho saia correndo.
   Corria com a desenvoltura e alegria que só as crianças possuem. No corpo somente o short, de pés descalços e sobre mim apenas o céu, apenas a chuva.
   E ali me integrava ao verde, ao cheiro e ao íntimo da natureza. Queria ter lavada a alma de menino, e, pensava comigo, que se quisesse podia fazer chover o dia inteiro.
   O cheiro de mato molhado, de terra úmida, de chuva... Parecia o céu, chorar sobre mim.
   Minha mãe, pobrezinha, gritava:
   - Sai da chuva menino!
   e eu (de braços abertos)gritava:
   - Sou o senhor da chuva!
Rivelino Matos
Enviado por Rivelino Matos em 21/07/2006
Reeditado em 15/12/2007
Código do texto: T198927

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Sobre o autor
Rivelino Matos
Euclides da Cunha - Bahia - Brasil
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Rivelino Matos