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Um mundo debilitado

Um mundo debilitado



Na manhã de 6 de agosto de 1945, a população de Hiroshima é surpreendida por um clarão intenso, semelhante a um relâmpago, mas, mil vezes mais forte. O mundo fica estarrecido. Novas doenças agravam ainda mais o estado clínico desse paciente chamado mundo.


Cerca de 100 mil pessoas morreram imediatamente, e outras 100 mil ficam feridas.

Esse relato machuca a mossa memória, mas não é capaz de despertar nenhum tipo de sentimento em muitos homens. Que ironicamente acreditam não viver mais no obscurantismo.

Sabe por quê?


Há exatos três dias ou pouco mais de 72 horas, como registra a historia, no dia 9 de agosto de 1945, outra bomba, foi lançada, agora em Nagasaki.
Com isso a soma dos mortos, chega a 165 mil pessoas.

Até hoje nascem crianças com problemas genéticos caudados pela radiação das bombas de Hiroshima e Nagasaki.


O planeta continua em chamas, o ódio continua borbulhando dentro de incontáveis corações.
O mundo anda doente, debilitado, e “os habitantes” não sabem mais o valor da vida.


Destroem da memória as profundas feridas e cicatrizes que os atos egoístas espalham. E assim repetem antigos crimes.

Há todo momento as condições horríveis da humanidade, criam monstros, ou os despertam de dentro da chamada civilização do homem.



Isso não deve nunca ser esquecido...

É isso mesmo, nunca ser esquecido; por que o esquecimento possibilita a repetição de erros, que nem a sepultura cala.




...
Dos rostos não vejo as faces.
-Devolvam meus pais, meus avos
Meus irmãos, meus tios, meus amigos,
Meus sonhos, meus barcos e bonecos de papel.
Ô Deus! Somos todos, seres humanos
Será que esses homens não vêem que
Somos seres humanos.
Somos vidas frágeis
Pedaços de uma grande estrela
Muito distante de provar novamente
Da palavra alegria.





(Isso não é falso nem um texto fictício. São traços que marcaram a historia do Pacífico).
 






Vander Lee

Sabe o que eu queria agora, meu bem...?
Sair chegar lá fora e encontrar alguém
Que não me dissesse nada
Não me perguntasse nada também
Que me oferecesse um colo ou um ombro
Onde eu desaguasse todo desegano







Mas a vida anda louca
As pessoas andam tristes
Meus amigos são amigos de ninguém.






Sabe o que eu mais quero agora, meu amor?





Morar no interior do meu interior
Pra entender porque se agridem
Se empurram pro abismo
Se debatem, se combatem sem saber




Uma musica que desbrava a vida e suas magoas,  e traz as interrogaçoes que comportam nossa mais severa dor.


Boa audição, se puder ouvi-la.









Jane Krist
Jane Krist Coffee
Enviado por Jane Krist Coffee em 07/08/2006
Reeditado em 07/08/2006
Código do texto: T211068

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Sobre a autora
Jane Krist Coffee
São Paulo - São Paulo - Brasil
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