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CAMINHO NO TEMPORAL

Cegamente, caminho pela pobreza de meus cantos, pelas poeiras de meus livros, pelas minhas mais íntimas sensações que nem ouso decifrar, na tentativa da combustão de meus sentimentos apaziguar.

Os meus gestos estão comedidos, minhas palavras medidas, minhas verdades finitas.
 
Perambulo de um lado para outro sem me debater com as minhas divergências.

Não é um caminho em linha reta, nem existe seta indicando direção.

Ando em espiral por puro instinto de preservação.

De modo algum fujo da luz do sol, mas dentro de mim cai um temporal.

Faz-se estreito, no peito, o que eu não posso controlar.

A dor da ferida é desmedida, isso não posso negar, mas um dia vai se curar.

Acabo de fazer meu voto de silêncio para não ouvir os meus tormentos e para ninguém mais me ouvir reclamar de algo.

Na ponta da língua, já tenho uma resposta pronta para dar a quem me perguntar pelos meus dias.

Estou segurando-me no meu eixo de rotação e girando em minha própria direção, na evidente tentativa de me achar.
 
E se esse encontro provocado de fato acontecer, certamente, conseguirei me reerguer e de pé poderei ficar.
Rosa Berg
Enviado por Rosa Berg em 09/08/2006
Reeditado em 22/11/2008
Código do texto: T212601

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Sobre a autora
Rosa Berg
Juiz de Fora - Minas Gerais - Brasil
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Rosa Berg