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Somos Tarde, Somos Pouco

Um oco
Cânion contumaz do saci na estrela
Lenda literal universal
Sapato e bota nas falésias
Canto ao ar, pinçado e esquecido.

Esquentam as meias, pés feridos
Meio de ser nada
Tardança em ser tudo;
E um véu escapulido.

Fogos no artifício convulsivo
Peraltice na jaula do maestro
E um pouco mais de incesto
Rompe com a navegação na carcaça embocada.

Meses de confucionismo
A oca desaba
Abre cercanias intensas de vinagre e sal
Às ladinas raspas, deliberamos
Roncamos e mais.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 13/08/2006
Código do texto: T215824

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Sobre o autor
Cesar Poletto
Piracicaba - São Paulo - Brasil
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Cesar Poletto

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