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Amor é Tudo

Amor é nada
Quando as manhãs dormem de toca
Esfinge em céu coberto
Laje assentada no oceano
No vão encanto.

Amor delinqüente
Explode na carteira profissional
Na paródia de roto cobertor
Donde fincam piquetes em letargia
E na hipocrisia, estampada a cara.

Meu mel, teu jogo
Alternado, breve tijolo
Que constrói moinhos
De passo em passo
De laço em poço.

Teu léu, meu fogo
A deflagrar ternuras
Quando as manhãs acordam descalças
Verdadeiras e com Apolos nas mangas
Sonha um tomo, lavra um tornado.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 13/08/2006
Código do texto: T215835

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Sobre o autor
Cesar Poletto
Piracicaba - São Paulo - Brasil
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Cesar Poletto

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