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Bóia - Fria

No escuro da noite ele sai
marmita na sacola
café na garrinha de refrigerante
como rolha, um pedaço de papel
...pó pelo chão batido
terra vermelha e fecunda
as mãos calejadas
o pé todo rachado
na cabeça um lenço e um chapéu
magro;tão magro!
alto;tão alto!
Loiro de cabelo crespo
-mãe negra
-pai branco
A voz presa na garganta
nunca fala nada
triste, vive sua sina
dele só sei o nome,
Israel
mas ninguem diz seu nome
é o Rael...
A noite cai,ele volta sujo da terra
cortador de cana,com a foice na cintura
"passa a lida na capina"
a roupa suada,mas um sorriso no rosto,
E escuto sua voz,
me diz: - Oi!
dizem que é um feito tamanha sua timidez,
Nunca esquecerei aquele rosto
marcado pela vida,
Olhar profundo,mas sempre ao chão,
o bóia-fria com nome de Rael
Para sempre uma lição de vida,
em minha vida!
Syl Signoretti
Enviado por Syl Signoretti em 18/08/2006
Reeditado em 19/08/2006
Código do texto: T219470

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Sobre a autora
Syl Signoretti
Itajubá - Minas Gerais - Brasil
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Syl Signoretti