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Mortuu Stare

E eis o clarão que cega,
E o estampido curto que rompe,
E precede o mais íntimo impacto...
Surreal, o cálcio se parte em líquido,
E se reparte a matéria aos vermes,
Abjetos implacáveis que se fartem!
Os galhos chorosos que se derramam
Dançam macabros ao sopro do vento...
Vento sarcástico a sibilar ao tímpano moribundo.
A espuma tinta que desliza viscosa
Percorre a fronte, invade as entranhas
E inunda os alvéolos; sufoca o grito...
Ora enlouquece o zunido que me toma,
Feito o porre dos verdes anos.
No porre, a horizontal castiga,
Revira os fluidos tragados na euforia,
Tempera-os na bílis da melancolia.
Bom sofrimento, boa causa; tudo passa...
Ora passo eu... tudo cinza, disforme, fenecendo...
A consciência já se vai...
Já se foi........................................!
Éder de Araújo
Enviado por Éder de Araújo em 20/08/2006
Reeditado em 08/07/2008
Código do texto: T221147

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Sobre o autor
Éder de Araújo
Santo André - São Paulo - Brasil, 47 anos
158 textos (18908 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 08/12/16 02:34)
Éder de Araújo