Acontecências(6) -  Os Chorões
Já faz algum tempo que eu não vivia uma acontecência. Sim, porque acontecência a gente vive. A gente sente. A gente nunca só observa. Mas ontem eu vivi. Foi lá no Centro Cultural da Estação Costa Pinto. Oito horas em ponto, quando cheguei, o espaço já estava repleto. Nem havia lugar para colocar o carro, tive que atravessar a linha do trem, colocar do outro lado. Os músicos já estavam no palco, as cortinas fechadas. Passei e acenei para eles. Do lado de fora, na plataforma, do lado de dentro, nas noventa e nove cadeiras e também nas outras que tivemos que trazer para ocupar todo e qualquer espaço vago. Tudo ocupado. Fiquei de pé enquanto Luciano anunciava e contava casos. Logo a seguir, eu já estava assentada, bem na frente. Era a Quinta vez consecutiva que estávamos comemorando o Dia Nacional do Choro, com o grupo Os amigos do Choro. Os membros permanentes se apresentaram. Também os convidados. Débora, a flautista. Elisa, a cantora. A platéia aplaudindo, ora de pé ora assentada. A Platéia coadjuvando, acompanhando com a voz a exibição de Carinhoso. A platéia delirando com a participação das duas bonitas jovens. Exigindo Brasileirinho. E os músicos...ah, os músicos. Eles estavam encantados. Foi uma noite mágica. E abraçar cada um era o mínimo que eu podia fazer. E fiz.  E voltei para casa cheia de energia boa.
Lavras,24 de abril de 2010

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