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fonte imagem:http://www.unb.br/ig/galeria/003b_Andes_Lonquimay_Navidad_Dez_1989.jpg


ERUPÇÃO DA ALMA

Inquieta, a razão se faz fluente na minha mente e rompe com a vontade sobrevivente dos pensamentos impertinentes e desejos indecentes de meu corpo dormente. Meus passos não fazem mais barulho. Não deixam marcas. Não chegam a lugar algum. Na voz do silêncio, o meu grito é surdo e meus delírios mudos. Minha loucura parou de me atormentar e se minha poesia secou, o tempo dirá. Nas crateras de minha alma ainda há erupção. Posso sentir a vibração. Minhas cinzas já foram sopradas no ar e estão espalhadas por aí. Já não tenho coração e a minha emoção se auto-anestesiou. Minhas cordas vocais não são mais capazes de vibrar. Tenho um nó entalado na garganta. Tenho pranto aprisionado no peito. Tenho as marcas de meus defeitos esculpidas na minha cara. Minha sombra não me acompanha mais. Na frente do espelho, não sei mais quem sou direito e se sigo em frente, é porque o tempo não pára. A inconsciência é a minha competência. Estou perdida em meio à batalha, estou ferida. Mas a razão gritante em minha consciência - como forma de compensação - no calor ardente do meu vazio fúnebre, tenta  enterrar a minha escaldante dor. Fiquei covarde, virei canalha.
Rosa Berg
Enviado por Rosa Berg em 22/08/2006
Reeditado em 22/11/2008
Código do texto: T222413

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Sobre a autora
Rosa Berg
Juiz de Fora - Minas Gerais - Brasil
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2 e-livros (2212 leituras)
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Rosa Berg