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Silêncio dói. Silenciar também.

Sempre fiz muitas perguntas, sempre tirei conclusões demais, sempre "achei" que era isso, que era aquilo, e com certeza na maioria das vezes não era assim. E vivendo assim neste ¨achômetro¨, acho que sempre falei demais e disse de menos.

Posso entender que causei tantas confusões e devo ter levado quem me escutava à loucura e a vontade de fazer um fogo e me jogar dentro dele, para ser consumida em segundos.  Sem chances de ressurgir das cinzas.

Agora, neste momento, também tenho tantas perguntas a fazer e queria dizer tanta coisa. Mas pensando e pensando, concluo que talvez algumas estrelas precisam de tempo, de silêncio e de reflexão.

Então deixa o tempo calar. Deixa quieto. Calado.

E deixa – com o silêncio - sofrer o coração. Esse, esse não se cala não !

Grita, se lamenta e força as janelas da alma a derramarem pequenas gotas de cristais de sal, que vão rolar e molhar as páginas de um livro, um velho livro de memórias, quatrocentão !

Suspiro...

Silêncio dói ! Silenciar também !

Mas silêncio fala.

E silenciar? O que será que fala?  Vou silenciar para saber...
Maria
Enviado por Maria em 24/08/2006
Reeditado em 17/10/2011
Código do texto: T223972
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Sobre a autora
Maria
Blumenau - Santa Catarina - Brasil
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Maria

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