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Prosa

Escrevo...pois a solidão deve romper as amarras da escravidão...
Escrevo... se quero me libertar, algo devo gritar...agora..nesse instante, então escrevo!
Escrevo por barganhas, por nada ou por você...tanto faz...
Excremento minha dor e minha partida...e sua ida e nunca sua vinda...por que sou EU que sempre te procuro... ou não??
E será que devemos viver rodeados de hipócritas analfabetos que não sabem o que é amor? Perdão? Caridade? Não sei se mais quero viver aqui ou te ver... Já que dói tanto e nada posso fazer... Pouco a pouco vou embora... em forma de lágrima... em forma de música...de poesia...das palavras soltas no vento...A liberdade dói mais sujeitada a entrega do que à escravidão quando submetida à conquista.

E volto-me...olho o que há em mim...e só enxergo tocos de velas... que iluminaram meu passado há muito ignorado... e agora restituída dessas cinzas tento fazer um império ... mas sei que no fundo, no fundo...as ruínas sempre estarão lá...abafadas...encobertas...ocultada. Mas ninguém sabe disso (e nem saberá), no meu armário há um vasto closet repleto de máscaras para todos os gostos e gêneros... pode me usar da forma adequada, ou não. Serei quem quiser, e, minha personalidade se perde, como a de tantas pessoas neste vasto mundo (e no pequeno mundo também).

Fugir também é válido... Para mim é outra forma de máscara. Mas quando o combustível acaba, e nos sentimos sufocados... retornamos para o S0...  o mesmo espaço inicial ao qual nos encontrávamos quando fugíamos. È só uma questão de experimentar... provar gostos, sabores e dissabores... e conhecer as fases da lua, e da mulher também, temos tantas luas aqui por ai, por aqui...

Talvez só quisesse que lesse minha ultima mensagem e que todos os outros deixassem de me procurar...e todos os outros deixassem de te procurar... Talvez, Nada. Talvez nunca... Ou Talvez, ainda. Mas o que sei com certeza é que trago muito de você em mim...e talvez isso seja o nada, por que sei que em mim habita o tudo: Você. E não é cultuação, adoração ou coisa e tal...apenas meus lábios querem tocar seu cheiro e por onde andas? Sei... Os obstáculos existem, mas me debruço sobre eles e me aterrisso feito jornal, sou água do mar e no fundo fogo, mas fujo... corro, nem sei mais como... meus olhos já se fecharam não preciso enxergar o que está ancorado em minha retina.  E fica assim... a história pelo avesso, e ela toda uma antítese, abstraída e com TPM, ouvindo música e vendo a lua, chorando e rindo...com e sem você... que é inspiração para todas minha poesias.

Andreia Batista
Enviado por Andreia Batista em 25/08/2006
Reeditado em 02/09/2006
Código do texto: T225144
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Sobre a autora
Andreia Batista
Salvador - Bahia - Brasil, 31 anos
23 textos (535 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 07/12/16 22:11)
Andreia Batista