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Não É, Parece!

Assemelhada trinca beijou minha alma
Na fria tarde de avelã, desgosto asséptico
Parecia ir à incerteza do porvir.

O gelo fácil de nossos ossos
Cansava em se parecer com pingüins
De barrigada, fritos e entecados gestos.

Codinomes da insônia
Meus mores temores
Vencidos pela magia.

Canto à aurora
Prásina e loquaz
Que o céu apraz.

A espingarda no lume
Comédia em ato vosso
Esmeril embaixo do capim.

Ai de mim!
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 04/09/2006
Reeditado em 29/01/2008
Código do texto: T232226

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Sobre o autor
Cesar Poletto
Piracicaba - São Paulo - Brasil
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Cesar Poletto

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