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DESTINO

Aindo guardo em mim o amor inteiro que dei, porque ele sempre aumenta, sempre mais, água corrente que se confunde e se perde em frestas, areias, em universos distantes, em busca do seu amor.

Se me pergunta por mim, o que direi a não ser que sem você, sou heroína de romance, fenescida antes da hora, morta de amor sem encontrá-lo, virgem que enlouquece entre paredes de solidão?

Fui à cigana, mas minhas mãos estão nuas e nenhum milagre guardam de sua vinda. Nelas, só os restos de uns carinhos tristes, sem destino, como se viessem de dedos cortados. Onde está meu destino?

Nada sabia de tormentos, até acordar ao seu lado e sentir que algo se desmanchava em minha alma e essa vontade de tocá-lo, por séculos e séculos, amém que ainda hoje agita meus braços.

Nada sabia de tormentas e você, Posseidon, lançou seus ventos e seu sal em meus seios, para sempre confundidos, à mercê deste amor, sem ano novo, sem dia, sem noite.

Verteu-se inteiro, o meu amor e, no entanto, permanece. Com ele, o pudor que apenas os sozinhos conhecem.
Saramar
Enviado por Saramar em 07/09/2006
Código do texto: T234589
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Sobre a autora
Saramar
Goiânia - Goiás - Brasil
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