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O sangue ferve, a pele arde

Imagino-me à beira de um córrego de águas frescas e cristalinas.

Ouço o sussurrar das águas, em constante desalgemar da terra, deslizando suave por entre as pedras já polidas e arredondadas pelo tempo.

Em alguns lugares formam lindas piscinas naturais, com inúmeras flores silvestres, perfumados jacintos, beirando sua margem.

Espraio jacente ao chão, fecho os olhos e entrego-me ao doce toque do sol que me aquece inteira. A pele arde, o sangue ferve em contato com seu calor.

Que deleite!  A languidez toma conta até da alma e adormeço realizada e feliz.

Abro os olhos no entardecer do sol que vai sumindo devagarinho, como que acenando um triste adeus, mas com a promessa da aurora de um novo dia.

Embriagada de alegria, olho o rio, a água e penso:

- Por que não? Em segundos mergulho na água transparente e grito de felicidade como uma criança pequena.

Sinto-me parte do mundo, de tudo, do sol, da natureza, da água. Somos um só.

Abro os olhos, era apenas minha imaginação. Mas por que meu sangue ferve e minha pele arde de quentura?
Maria
Enviado por Maria em 10/09/2006
Reeditado em 17/10/2011
Código do texto: T236744
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Sobre a autora
Maria
Blumenau - Santa Catarina - Brasil
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Maria

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