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PEJADA

A MENINA DE DOZE,
ATREVIDA, SUCULENTA,
ESPREMIA A POLPA,
DO SEU MARTÍRIO GESTANTE,
NÃO TINHA ROUPA,
QUE LHE ESCONDESSE A BARRIGA.

SALAFRÁRIA, INCAPAZ!
DIZIA O PAI,
QUEM PASSOU-LHE ESSA DOENÇA?
ESCARROU COM ESCÁRNIO,
SEM NENHUMA PENA,
NA PERNA DA DESINFELIZ.

DESPAUTÉRIO!
LOMBRIGUINHA DE BARRIGA,
FLOREIRA AINDA NÃO FLORIDA,
QUERENDO FLORIR A VIDA.

POBRE FILHINHA!
DIZ A MÃE DESSA CRIANÇA.
NÃO SEI QUEM EU ACALENTO,
SE VOCÊ, OU O SEU REBENTO.
QUEM DIRIA...
UMA MENINA DE DOZE,
AINDA NEM DESMAMOU,
AGORA JÁ FICOU PRENHE...
SUA BONECA NÃO DEU À NINGUÉM,
E O SEU FILHINHO,
SEU PAI DARÁ PARA QUEM?



25/09/06      TEREZA NEUMANN
Tereza Neumann
Enviado por Tereza Neumann em 25/09/2006
Reeditado em 06/10/2006
Código do texto: T248775

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Sobre a autora
Tereza Neumann
Salvador - Bahia - Brasil, 62 anos
330 textos (15747 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 02/12/16 18:00)
Tereza Neumann