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Homem?!... Nada.

Silêncio profundo!...Ambiente tenebroso!
Ar bafiento:odor a círeos objectos,
cheiro a lugubridade, azeite queimado,
vestes clericais, toalhas de altar, paramentos,
santos de madeira carunchosa...mofo!
Cheiro a defunto...isso mesmo. Ei-lo.

Defunto?!...Precisamente esse ser que já foi,
que da vida que possuía lhe resta não-vida.
Foi...no verdadeiro sentido do ser.
É...no verdadeiro sentido do ser.
Será...no verdadeiro sentido do ser.
Existiu...existe...existirá. Como?...
Incógnita inerente ao próprio ente:

«...ontem fui homem...hoje sou defunto...
amanhã serei...enfim, o que for.
Sempre uma luta de iões, átomos,
moléculas - revolução íntima do ser.

Luta?!...Luta de sentimentos, ideais,
palavras, ruídos estranhos -luta interna.
Luta com os outros seres, homens que, omo eu,
foram, são e serão -luta externa.

Tanta rotina...tanta desigualdade.
Mesmos destinos...Lutas eternamente.
Nada somos, senão seres.
Num conjunto, nada e tudo!
Nada, porque da mesquinhez somos fruto.
Tudo, porque, de nós, nada resta senão a nossa
integral totalidade constructiva...
Somos tudo quanto possuímos...
Mesmo assim, que somos?...Nada.
batista_oliveira
Enviado por batista_oliveira em 29/09/2006
Reeditado em 23/04/2013
Código do texto: T252353
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
batista_oliveira
- - Porto - Portugal, 64 anos
31 textos (724 leituras)
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batista_oliveira