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A VIDA SEM AMOR INEXISTE


Manoel Lúcio de Medeiros.


Para andar em novidade de vida ao teu lado,
Eu quebraria o silêncio da minha alma,
Para falar somente que te amo, te amo muito!
Quebraria as portas do destino que me aprisiona,
Que se fecharam após o nosso último encontro,
Deixando-me cativo da saudade infame,
Escravo das sendas da solidão perversa,
Um prisioneiro deste amor inaudito!
Oh! Meu amor, a vida sem amor inexiste,
Tudo é vazio! É como se fosse um vácuo!

É como uma forte nuvem sem chuva,
É como uma madrugada sem orvalho,
É como um jardim artificial sem vida,
É como uma noite densa sem estrelas!
Amor, como é triste viver na solidão,
Como é sombrio viver sem ter carinho,
Como é hostil sem ter amor!
Sinto-me como uma noite fria,
Ameaçada pela tempestade,
Sem paz, sem tranqüilidade!

Sinto-me como se eu fosse um sol sem ter a luz!
Sinto-me como se eu fosse um mar sem ter as ondas,
Um horizonte gélido, sem brisas ou paisagens,
Parado, preso, acorrentado por uma força estranha!
Assim é minha vida sem posse do teu coração, amor!
Sou como uma flor que murchou no cálice,
Solitária, aprisionada num vaso de cristal!
Sou como uma planta em terra árida,
A definhar-se, perdendo pouco a pouco o seu viço!
E agora amor, que farei sem ter o teu carinho?



Direitos autorais reservados.
Malume
Enviado por Malume em 02/10/2006
Código do texto: T254647
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Sobre o autor
Malume
Fortaleza - Ceará - Brasil
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Malume