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Só de graça...

E eu aí de bobeira, só observando. Para uns sorrindo, para outros rosnando. O tempo vôa, e eu só de bobeira, besteira, a vida é passageira. O dia passa no corre-corre, da pernas atrevessando avenidas largas, os passageiros em suas viagens rápidas, e eu de graça...
E quase como um trovão, um estrondo, luz na escuridão, vem uma notícia. Eu já não andava "tão mal", ficar longe me faz bem, não ver passar, com a pressa, com a gana de não olhar para trás, e eu ainda de graça...
Beijos viajantes e voadores, passam deixando rastro e rasgos, e eu jurava que tinha me esquecido. Mas não tem nada, eu não me abalo por tão pouco, ao menos não deveria. Oh paixão besta e sem graça, que não passa... E eu continuo bem, pelo menos não tão mal, outras pessoa passam, perdi meu lugar, fico de pé, quem sabe alguém levante, ou talvez alguém ocupe esse lugar vago ao meu lado, e eu não consigo mais ver você, achei que já estava aquele lugar ocupado, ao menos foi a ultíma coisa que soube, mesmo não fazendo questão de saber... mas ó, não vai pensar que eu fiquei mal, porque não fiquei... não me incomodaria por tão pouco, não por causa de uma semana... bobagem minha, minha inconstancia... vai passar... oh paixão besta que não levanta e vai embora, já passou seu ponto, e eu ainda a esperar...
Claudia Rayzer
Enviado por Claudia Rayzer em 11/10/2006
Reeditado em 17/04/2007
Código do texto: T261809

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Sobre a autora
Claudia Rayzer
São Vicente - São Paulo - Brasil, 31 anos
139 textos (6846 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 06/12/16 01:27)
Claudia Rayzer