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A arte de convencer.

Lá vamos nós com a nossa estúpida retórica. Retórica de viajante, de berimbau, de chimarrão, de prostituta caída, manchada, manchando a imagem, retrato, paisagem. Bom é fotografia sem pano de fundo, bom é vista pro mar sem favela, bom é cegueira à vista do sol.

Zum, zum, zum, não pára quieta essa retórica, quer zunir por zil anos e salve Caetano, salvo o engano. Salve tudo, salve a todos, salvem os sobreviventes desprovidos de imaginação, salvem os racionais. Salvem quem vive com tão pouco e tampouco reclama.

Prendam os esculachos, prendam os doidivanas, calem os diferentes e viva à indiferença! Mas continuem o zum, zum, zum, nada se perde por não se ganhar na Guerra do tiro sem morte, do dente sem olho, do esporro. É a Guerra do vazio e do incompreensível, não é Guerra que mata, é Guerra que morre e renasce nas mãos dos loucos. É Guerra, é retórica, é zum, zum, zum imprestável, impenetrável, mórbido; estúpido.
TMB
Enviado por TMB em 19/10/2006
Código do texto: T268243
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Sobre a autora
TMB
Maceió - Alagoas - Brasil, 25 anos
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