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A RUA


     À noite fica triste. É deserta, muda e parece não se importar com a melancolia que transmite aos seus moradores e aos que por ali passam naqule momento. Chega a ser ingrata, porque não registra o barulho que a criançada faz durante o dia; as crianças que com suas brincadeiras inocentes chegam a incomodar os mais idosos e aqueles que esqueceram que foram crianças um dia.
     As árvores, ao fundo, mesmo frondosas são esquecidas naquela rua deserta e triste. Nem a chuva miúda convida as pessoas a se abrigar debaixo de suas folhas verdes, que, à noite, parecem desbotadas e sem brilho. É como se as pessoas tivessem pressa de deixar a rua. Rua deserta e melancólica que não sabe sorrir aos transeuntes. Parece cultivar somente a tristeza....
     O vento, quando sopra mais forte, causa revolta nas árvores que se aconchegam umas às outras como se pedissem abrigo. Através de suas folhas sem viço, corre uma chuva miúda e gelada, como se fossem lágrimas de nostalgia.
     E a rua a tudo assiste, não se importando com o sentimento alheio.

Vilma Tavares
Enviado por Vilma Tavares em 19/10/2006
Reeditado em 17/11/2007
Código do texto: T268427
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Sobre a autora
Vilma Tavares
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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