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Queria escrever um poema

Eu queria escrever um poema 

Queria escrever o mais lindo poema 

Escrever um poema que falasse de flores 

Um poema que exalasse odores 

Um poema que aplacasse todas as dores 

As dos dos físicos e de amores

Escrever um poema que relatasse  minhas buscas 

Um poema que fosse o fim de todas as angústias 

Queria entender de filosofia 

Queria estudar psicologia 

Queria saber como se faz pedagogia 

Queria fazer psiquiatria 

Quem sabe Freud explicaria 

Queria ajudar meus iguais 

Os humildes, ainda mais 

Queria ser um governante operante

Sonho ter magia 

Para mudar a cabeça dominante 

Difundir a educação, a preservação 

Fazer pojetos duradouros 

Enaltecer nosso poder político 

Fazer um vendaval a levar de roldão 

A massa atuante de corrupção. 

Queria ser Cupido , 

Levar amor ao coração do político bandido. 

Ser uma chuva passageira a lavar a alma de asneiras 

Se a patranha continua 

A culpa é minha, a culpa também é tua 

Porque votar na incerteza? 

Se voce não trabalha, não tem como por comida na 
mesa 

Para fazer um tal poema , teria como exemplo mentes 
brilhantes 

Desde Sêneca e Cícero até Rui Barbosa 

Apoiar no que cita a ética e a moral de Sto Agostinho e 

São Tomas de Aquino, não deixando de lado a moral 

de Montesquieu, Hume e Hobes entre outros. 

Queria ser um ferida no corpo podre dos enganadores 
da pátria 

Fazer doer dia e noite até que se tomasse uma 
providência quanto o escracho e esculacho com que 
enganam o povo 

Quanto mais humilde e necessitado 

Mais fácil de ser enganado 

Queria fazer um poema que como enchurrada levasse 
para longe 

A execranda exclusão social 

Ser um regato a carregar para distante a segregação 
racial 

Queria ser um arco íris para tingir de cores a vida de 
meus irmãos cada vez mais sofridos 

Sem crédito, apenas têm valor na hora do voto 

Se tornam escravos aparente livres das benesses 
palacianas 

Vejo o aborto da esperança até nos olhos de uma 
criança 

Vejo o asco no trato com a periferia 

Mesmo quando da visita... a correria 

Criança no colo e sorriso 

Apenas para a fotografia 

Desvalidos da sorte 

Do nascer até a morte 

Desemprego grassa por todo país e governante se 
sente feliz 

Desemprego e deseducação geram violência 

Cadê os responsáveis , cadê atitude e providência... 

Queria entender de medicina, a cura não está só no que 
a vida ensina 

Centros de saude e hospitais, para o povo... jamais 

Que se dê ao povo ao menos a dignidade perdida 

Seria um começo, uma nova partida. 

Distribuição de merreca, 

Acha que a populaçào é pateta. 

O povo não quer esmola, nem que lhe encha a sacola 

O povo quer garantia de seus direitos constitucionais 

Emprego, saúde, educação e lazer, melhor distribuição 
de rendas 

Que acabe o abismo social... perante Deus tudo é igual 

As diferenças são geradas pela própria sociedade 

Aí inicia-se a desiguldade. 

Queremos uma república e democracia sem ilarias 

Queremos governante sério e capaz 

Coisa  não costumaz 

Chega de programas pífios, 

Fora aos biltres palacianos. 

O Inferno de Dante representa uma época passada 

Agora no Novo Mundo a hora é chegada 

Levantai Fênix de povo sofrido 

De suas cinzas há de ser fazer uma nova aurora 

Um novo amanhecer de glória 

Queria fazer um poema de carinho e afeto 

Infelizmente . . . sou analfabeto ! 



ELEIÇÕES DE 2.006 PARABÉNS A VENCEDORES E VENCIDOS 

MAS ATENTEM . . . O AMANHÃ NUNCA MORRE ! 

voce que este lê,  mire o slide, analise...  reflita!
















GDaun
Enviado por GDaun em 30/10/2006
Reeditado em 30/10/2006
Código do texto: T277246

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Sobre o autor
GDaun
Lupércio - São Paulo - Brasil, 72 anos
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