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   Reencarnação 

                       Rosa Pena



Enquanto você dorme sente mãos em seus cabelos? Sente uma boca beijando seus olhos? Ouve uma voz balbuciando seu nome? São minhas. Ficaram aí quando nos partimos em dois! Ainda me imagino flor, por isso moro em árvores, mas virei coruja! Cega, estática, quase muda, exceto por alguns esparsos lamentos de desamparo. Pro meu coração você tinha Green card, no seu eu era forasteira totalmente ilegal. Velo seu sono como redenção, pois meus exercícios de delícias pra você foram precipícios. Minha esperança seu desengano.
 
Ah! Sempre fui à pesada nuvem e você o grandioso temporal.

Na sua fome fui o excesso, de seu vômito o resto.
Você foi minha bênção e eu sua maldição!

Mas não sou eu que teimo em recordações, pois já estou em outra dimensão.

É só meu corpo vagabundo que acredita em ressurreição e insiste em voltar ainda que de segunda mão.

Nada apagou. Amor só é chama pra quem não amou.

   
Rosa Pena
Enviado por Rosa Pena em 01/11/2006
Reeditado em 09/08/2010
Código do texto: T279728
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Rosa Pena
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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