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II - NO PLANO DAS ÁGUAS -

De: Manoel Lúcio de Medeiros
Fortaleza, 03/março/2004

I
No plano das águas, tudo é plano, horizontal, transparente,
Tudo é água, é um finito transcontinental sobre a terra,
Um mundo que se afoga e que se perde, nas tormentas,
Enquanto meus olhos nadam sem bater pestanas!

II
No plano das águas meus olhos bóiam no cartão-postal,
Enquanto minhas pupilas se lavam nas ondas incolores,
No plano, as falhas dos homens vêm à tona no nivelamento,
Há muitos planos, e as investigações começam para construir!

III
No plano das águas, um mundo hídrico emerge e canta,
A melodia das águas que a natureza gravou no vento e no ar,
Na visão de meus olhos, só os peixes são os meus vizinhos,
Que correm comigo pelas estradas aquáticas sem número!

IV
No plano das águas a terra ficará totalmente embriagada,
Somente os nossos olhos temerão a monarquia das águas!
E quando abrirmos as estradas das águas sem jamais poluí-las,
Molharemos as nossas idéias até refrescarmos nossa mente!


Direitos autorais reservados.
Malume
Enviado por Malume em 06/11/2006
Código do texto: T283877
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Sobre o autor
Malume
Fortaleza - Ceará - Brasil
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