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(Imagem de Carlos Manuel Pereira, www.thousandimages.com)

saída do fundo do baú, só Deus sabe quando foi gerada...:-))

GALOPE


               Tuas mãos ainda ecoam no meu corpo, incoerentes. Suave brisa que vai aliviando o calor e botando fogo em florestas. 

               Galope de cavalos em fuga, deixando rastros, pegadas dos teus sentidos em brasa marcando minha pele, atravessando o vale e abrindo nascentes do nada. Rompendo em patas em fuga furiosa rios e cachoeiras entre meus vales e cavernas.

               Ainda ecoa em minha língua o gosto do toque da tua e o gosto da tua parte mais gostosa, um melado com gosto de desejo que vem sempre quando chamo, que responde ao meu mais suave toque e ao som dos meus pedidos. Mata minha sede com a simples memória do meu paladar...

               Tenho uma fome diuturna que roubei dos teus olhos, que me adormece em brasa e me desperta em cachoeiras...Fome dos dias não vividos, de "quandos", de "ses", de "quem sabes" guardados em algum lugar e ainda procuramos a chave... 

               Causa-me tristeza saber que estás nos teus labirintos procurando chaves que estão bem diante de ti. Elas estão comigo. Continuas a galopar-me e a galopar dentro de mim sem saber. Tua doença não tem cura. Mas tem remédio: eu.

Débora Denadai
Enviado por Débora Denadai em 08/11/2006
Código do texto: T285493

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Sobre a autora
Débora Denadai
Caracas - Distrito Federal - Venezuela, 54 anos
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Débora Denadai