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MARIO DE SÁ-CARNEIRO

Lisboa. Acabei de passar pela Rua da Conceição ainda iluminada pelo Portal da Rua Augusta. Uma sombra alongada buscou na calçada distante a placa indicada pelo poeta João Videira Santos. Uma semente da primavera portuguesa desabrochada num maio distante. Sinto os passos apressados de Mario de Sá-Carneiro correndo a vida com versos labirínticos, um arrepio, um silêncio profundo de buscas e encontros... Reticente, flutuo até cair nos solos outonais de quem prepara a colheita da despedida. Vindima tardia. Contraio as palavras para parir as lágrimas, sustento o olhar para me encontrar no horizonte anoitecido. Guardarei os frutos ressecados, o tinto gosto, as folhas douradas enfileiradas na faixa da vida para me embriagar com o vinho decantado nos tonéis da poesia.
Helena Sut
Enviado por Helena Sut em 11/11/2006
Código do texto: T288759
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Sobre a autora
Helena Sut
Curitiba - Paraná - Brasil, 47 anos
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Helena Sut

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