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P E R C E P Ç Ã O

Um emaranhado de sensações confusas e inquietantes tramita em minhas veias de modo atroz causando-me uma incontrolável agonia.

Mas há algo de sensato e de verdadeiro, nobre por sua especial ternura e sinceridade, que surpreende por sua aparição abrupta.

Algo que faz o meu coração pulsar velozmente, revelando minha indesejada fragilidade, proclamando minha vulnerabilidade.

Algo que me causa receio por ser ainda desconhecido, que me apavora e, que por isso preferi, de modo covarde, me abster.

Senti um imenso pesar, meu peito ficou turbado, pesado, dolorido. Tive vergonha por não saber lidar com as perfídias da vida.

Raiva por ter sucumbido ao medo que assombra de forma incessante a minha mente, inibindo, cegando, cerceando, angustiando.

Lágrimas desavisadas transbordaram, lastimando a negação à vontade de me entregar, sem reservas, aos riscos e às vicissitudes.

As fissuras em meu coração ainda são profundas, criandos vales de sentimentos, anseios e desejos, onde ainda não me encontro.
 
Se não posso mergulhar dentro de mim, não poderei voltar a ser feliz, pois me falta a percepção quem fui, de quem sou e do que quero.
ALESSANDRA RASPANTE
Enviado por ALESSANDRA RASPANTE em 12/11/2006
Reeditado em 24/02/2007
Código do texto: T289420

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Sobre a autora
ALESSANDRA RASPANTE
São Paulo - São Paulo - Brasil, 40 anos
49 textos (2537 leituras)
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ALESSANDRA RASPANTE