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Mulher, mulher...

Quando esse fogo aquece teus domínios,
Brandindo o belo canto da paixão,
Mostra a face austera de teus desígnios;
Perde o medo e embala a nova canção.

O brado de lamúria reticente...
Ecoa em nossa cama de ramagem,
Solta o grito de sabor indecente
Embalado na mística viagem.

A nobreza que teus poros expelem
Fere a alma desse amante plebeu,
Solidez e amor eterno repelem
A bênção que condena esse ateu.

Que me deixas sempre assim tão perplexo,
Recheado de dor e de pavor?
Deixa eu ver um pouco do meu reflexo
E em silêncio sonhar com teu furor...

Mulher do corpo abstrato e amado,
Pêlos e pele afagam a manhã,
Não faz do teu passado o meu pecado,
Se podes ser presente no amanhã!
Nel de Moraes
Enviado por Nel de Moraes em 29/06/2005
Código do texto: T28983

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Sobre o autor
Nel de Moraes
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 56 anos
407 textos (351738 leituras)
2 e-livros (297 leituras)
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Nel de Moraes