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REGINA A "ESTRÁBICA".


REGINA “A ESTRÁBICA”.

Versos solitários confessados.



I- Confecciono estes versos, na verdade, um grito ao infinito espargindo todas as ternuras que se evolam de mim para ti, porque tu fizeste por merecê-los.
II- Embora eu ainda sinta no peito um rumor de coração quebrado, entretanto, de uma forma silenciosa emerge de mim, um carinho todo especial que te devoto com o desprendimento sincero da minh’alma.
III- Apesar da distância e de nos encontrarmos em idades opostas, nutro por ti essa amizade especial, sempre envolvido pela tua suave meiguice e pelo teu sorriso fácil e inebriante.
IV- Vejo-me naufragado em teus olhos vivos, pretos, lindos, atraentes e, nos teus olhares mansos, se vão os meus sonhos loucos.
V- Assim, alheio a minha vontade me desperto de súbito, frente a uma realidade dura e cruel fazendo, dessa forma, alçarem vôos os pássaros da minha irreverente imaginação.
VI- No poço silvestre das minhas emoções tu vives me rodeando, transbordando alegria e carinho, que somente são percebidos em teu olhar misterioso e lúbrico.
VII- Sabidamente sou um poeta e, esse afã, me leva a sufocar sem méritos esse novo e blandicioso impulso emocional que me vai à alma. Eu quisera perguntar a Deus: O porquê de tudo isso?
VIII- Parece-me, se não me iludo que o destino se prontifica a desenhar uma nova trajetória, pois sinto o farfalhar da ânsia de um sentimento confuso pretendendo nascer.
IX- No entanto, esse mesmo destino descreve uma curva sinuosa e, nessa rota indecisa, vejo se distanciarem duas vidas, pulsando prenhes de carências sentidas e por demais afetivas.
X- Extasio-me com a tua beleza singela, sou escravo dela e, nesta tarde, que já não é mais triste, fustiga-me uma centelha de saudade.
XI- O teu jeito brejeiro de ser, a tua simpatia e o teu carisma de mulher, atenua as minhas amarguras, até então sofridas. Agora, como um doce encanto tu provocas em mim uma alvorada quente de verão.
XII- Tu és um anjo de luz no meu caminho, que surges com a lâmpada da esperança. Fazendo-me ver em ti, a doçura e o carinho que somente o meu coração sente, quando os meus olhos te vêem.
XIII- De tantos sofrimentos de que fui alvo, hoje me equilibro prazeroso em tua suave candura e, com a tua presença linda de mulher amadurecida, conforto-me.
XIV- Se em minhas mãos detivesse a capacidade de propiciar milagres, transformar-te-ia numa rosa, uma bela flor, para que na primavera envolta pelo acalanto da estação, tu desabrocharias todos os dias para mim.
XV- Minha emoção vagueia como nuvens perdidas e, nesse navegar pelo espaço de forma solitária, vão-se os meus desejos, mas os meus anseios continuam. Gostaria que caminhassem em tua direção.
XVI- Quero-te linda, sempre linda, uma mulher feliz que alimenta um coração quebrado, mas que se derrama em ternuras com a tua lembrança obstinada. E assim passaste a ser a minha obsessão sagrada. Não quero jamais perder a minha ternura por ti, porque os teus olhos negros me fascinam.


Eráclito Alírio

Eráclito Alírio da silveira
Enviado por Eráclito Alírio da silveira em 22/11/2006
Código do texto: T297968
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Sobre o autor
Eráclito Alírio da silveira
Imaruí - Santa Catarina - Brasil, 74 anos
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Eráclito Alírio da silveira