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CAMINHOS DE CLÉA

CAMINHOS DE CLÉA.


(Uma deusa Nórdica)



Tua súbita presença me foi transmitida não sei por qual entidade, mas pressenti que andavas próxima de mim, freqüentando os mesmos lugares, visitando as mesmas pessoas e trilhando as mesmas veredas.
Quero acreditar que o destino novamente mudou ou está mudando a nossa rota, desta vez, parece-me convergente pelo menos assim se mostra.
Talvez, tenhamos pisado o mesmo chão como se andássemos sobre a mesma trilha, numa busca inconsciente de um pelo outro.
Tendo em vista essa coincidência ou esse novo traçado do destino, eu quero permanecer te esperando no mesmo lugar com a agonia da ansiedade, como quem está procurando o fio da meada da história.
História essa que deverá ser repetida com a mesma intensidade e o mesmo amor que outrora nos moveu, com um sentimento sincero, blandicioso e desprendido.
Há exatamente treze anos nos bifurcamos na estrada percorrida da vida, daquela época até hoje, vivo a turva embriaguez da distancia e vejo nessa distância e na estrada que ficou para trás, somente folhas mortas de uma primavera.
Não te esqueci por um momento sempre estavas presente, visitando-me nos doces sonhos.
Ainda persiste em mim aquele amor que te devotava, embora, eu entenda que, a cada dia que passa, eu o vejo tão impossível como realmente foi no passado.
Sei que tu entendes, esse foi o meu destino e o meu destino continua tudo em mim, de repente, se naufragou em ti.
Talvez, vivas da mesma maneira como vivias outrora.
Uma vida insensata, escorada nas aventuras das noites, ocasiões em que, tergiversavas sobre o amor.
Na verdade não sabias o que era o amor, e do que ele era capaz de realizar se o vivêssemos verdadeiramente.
Esse sentimento hoje me serve como lenitivo para as minhas dores, assim, vivo intensamente sem me preocupar com a sua reciprocidade, até porque, sei da sua impossibilidade.
É um amor com todas as suas nuanças verdadeiramente platônicas e, por incrível que pareça, até a flor que o representa é a minha preferida entre todas: a “flor-de-lis”.
Às vezes, acho que essa platonice seja mais um desafio criado pela minha necessidade de amar, talvez uma devoção exagerada como a do tipo da “Mariologia”, às avessas, é claro.
Não proponho com isso me eximir da culpa de te amar.
Amar é uma carência afetiva e existencial que passa por todo o ser humano.
É um acúmulo de emoções não compreendidas, talvez o Dr. Freud ou o Dr. Jung explique esse comportamento subjetivo, mas na realidade muito verdadeiro, objetivo e estranho.
Quem entenderá de amor?

Eráclito Alírio.






Eráclito Alírio da silveira
Enviado por Eráclito Alírio da silveira em 23/11/2006
Código do texto: T298899
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Sobre o autor
Eráclito Alírio da silveira
Imaruí - Santa Catarina - Brasil, 74 anos
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Eráclito Alírio da silveira