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DEUSA VIKING I

DEUSA VIKING I


Esposa de Odin.



Oh! Transparente vestal, deusa entristecida pelos escaninhos da vida, aonde posso te encontrar?
Permanece em mim a presença fria de tuas mãos compridas e boas, cheias de junho e carinhos fartos.
As carícias vividas foram ternas e, assim, eternizaram-se as lembranças.
Das tuas mãos partiram arrulhos de pássaro silvestre perdido, de cujas asas, lembro-me estavam partidas.
À noite era o doce vinho na embriaguez transparente, evolando-se em aroma de hortelã, um néctar de deusa.
Teu corpo de marcas irremovíveis foi, de pronto, o meu porto de carícias.
Ainda me perseguem os teus beijos inconseqüentes, uma versão de súcubu ardente, contorcendo-se na noite vazia.
Ah, os beijados membros, a sensualidade dos teus seios, íntimas torres movediças da tua sabida soberania.
Houve uma noite no “Tropical”, jazias no leito e o teu corpo abrasado em delírio para o prazer, era um convite irrecusável.
Todos os sonhos se atracaram em ti, e eu me fazia presente encantado com a divindade da tua dinastia.
Foi um pássaro de prata que te arrebatou de asas partidas e, de repente, a dor da perda infinitamente grande.
São rosas que chegam, anéis que se partem, somente a Barby estabelece o seu sorriso contínuo.
Teu encanto transitou para o lado adjacente e, agora, estás na convivência de súcubu de igual valor.
Esposa de Odin, tu continuas enobrecida com a galante postura real, embora perdida nos fiordes do teu próprio reino, um dia, atracarás no Valhalla onde Odin te espera.

Eráclito Alírio.







Eráclito Alírio da silveira
Enviado por Eráclito Alírio da silveira em 23/11/2006
Código do texto: T298914
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Sobre o autor
Eráclito Alírio da silveira
Imaruí - Santa Catarina - Brasil, 74 anos
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Eráclito Alírio da silveira