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DOMINGO ALADO

DOMINGO ALADO.



Amanheceu!



Também amanheci e dentro de mim, senti de súbito, uma aurora de outono pronta a se fazer.
Prometi romper o elo que me prendia ao passado e, ao tocar em tuas mãos vividas, desprendeu-se o grilhão que me atormentava.
Ficou nas carícias em teus cabelos de furioso trigo, depositados os meus suaves sonhos.
Éramos o centro e estávamos circunscritos apenas por águas turvas, protegidos por uma cabana rústica, declinávamos os anseios.
A fúria dos meus sentimentos foi de encontro a tua cuidadosa e equilibrada indecisão.
Propus-me restabelecer a tua confiança, incentivando-te a uma busca silente da felicidade.
Hei de mover todos os obstáculos e não me prostrarei em um só instante, até que, se fixem em mim os teus olhos como infinito oceano.
Sei que neles dormem mistérios, desvendá-los-ei se essa for a minha senda.
Quero olhar nos teus olhos e encontrar a mansidão que tanto procuro e preciso.
Mulher madura, minha magra e esbelta, não vês que te quero?
Ouve mulher, ouve estes versos que são livres, porque nasceram para ti.
A minha canção já não é mais desesperada, penso encontrar em ti a rocha firme, aonde eu possa depositar os meus alados sonhos.
Pretendo navegar os teus anseios escondidos, contudo, deverás te libertar para mim.
Estes treze versos nasceram espontâneos, porque encontraram fertilidade em ti.


Eráclito Alírio
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Eráclito Alírio da silveira
Enviado por Eráclito Alírio da silveira em 23/11/2006
Código do texto: T298915
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Sobre o autor
Eráclito Alírio da silveira
Imaruí - Santa Catarina - Brasil, 74 anos
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Eráclito Alírio da silveira