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MAGNÓLIA ESCONDIDA

MAGNÓLIA ESCONDIDA. (M.A. S).



Luzidia mulher, onde estão as tuas carícias?
Por que, teimosa tu as escondes de mim?
Se elas são mui insinuantes como delícias,
Nos teus olhares brancos como jasmim.
Dá uma trégua a tua reservada auto censura,
Permite e promete que um dia as exercitarás,
Com as tuas mãos macias feitas de ternuras.
Deixe-as transitarem, e assim, compreenderás,
Esse meu louco amor por todo o teu ser.
Ah, mulher insensível, pétala branca e fria,
Negas-me tu as veredas para o bem viver.
Nessa cisma louca e quase doentia,
Efêmera, inconseqüente, às vezes, vulgares.
Mulher desemaranha-te e vem de repente,
Pra mim, livre e solta, assim como os ares,
Envolvendo-me com o teu hélio quente,
Incenssando-me com teu perfume inefável
E inebriante de fugaz magnólia silvestre.
Deixa o teu halo envolvente e agradável
Impregnar-me se para isso ainda me preste.
Para que a minha vida ainda premente,
Encontre uma eterna tranqüilidade em ti.
Inominável turíbulo pálido e incandescente,
Aspergindo mil sorrisos foi o que eu vi.

Eráclito Alírio
Eráclito Alírio da silveira
Enviado por Eráclito Alírio da silveira em 24/11/2006
Código do texto: T299849
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Sobre o autor
Eráclito Alírio da silveira
Imaruí - Santa Catarina - Brasil, 74 anos
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Eráclito Alírio da silveira