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TIA FU

TIA FU.


I- Não é só de imaginação que tu vives em mim, é a tua realidade que povoa os meus pensamentos de forma teimosa e insistente.
II- Tento livrar-me dela, em vão, surge e ressurge com muito mais força. Talvez, pressuponho, seja à força do destino, esse caminho imprevisível do qual não escaparemos e que faz de ti a minha doce obsessão.
III- Tenho-te sempre presente de uma maneira afável e angelical, é como se a tua alma fosse projetada sobre a minha, numa doce sobreposição.
IV- Nos meus delírios diviso em teu sorriso gostoso que é uma graça, duas covinhas em tuas faces, induzindo-me a um vagueio lírico de cuja substância, eu me alimento.
V- Teu sorriso inefável e contagiante vive aspergindo em um só momento, uma alegria admirável próprias de ti, e que, somente os meus olhos cansados compreendem.
VI- Quando sorris transmuda a tua beleza para um belo indizível, enternecendo os meus sonhos impossíveis, mas, sobretudo verdadeiros.
VII- Tenho dado asas à minha imaginação, é como se rompesse uma alvorada violeta cheia de verão, num feliz amanhecer quando, tu me envolves com o teu sorriso e o teu olhar.
VIII- Em ti paira um misto de santidade envolto por uma sensualidade escondida, desejando, de súbito, ser explorada. Teu corpo é lindo e pequeno, ele é o meu santuário sagrado, não o penso doutra forma, não obstante, o deseje com muita ternura, e assim, sonho um dia acariciá-lo.
IX- Tuas mãos são pequenas, boas e suaves, parecendo-me delicadas e, no entanto, para espanto meu são capazes de mover o meu mundo com as suas carícias.
X- Os teus cabelos em chanel luzidios, lisos e negros, prontos a um carinho. Fazendo escorregar as tuas melenas entre os dedos, tu não as deixas sossegadas, é um frenesi quando tu as alinhas com gestos próprios e cheios de sensualidade.
XI- Tudo em ti respira vida e alegria, esparges simpatia por onde passas; são os teus olhos negros dois poços selvagens que cintilam desejos, e neles, tu me amasias.  Eles são belos e infindáveis, eu penso até que existem mistérios insondáveis que, gostaria de um dia desvendá-los num embate de olhares.
XII- Nada pode me opor a essa admiração especial que te devoto como poeta e acima de tudo como ser humano. É minha necessidade admirar-te, faz-me bem e, neste bem querer, eu vivo uma ilusão carinhosa que é só minha.
XIII- Meus devaneios se dirigem para ti, e tu me instigas um bem estar, talvez seja o prenúncio de algo maior querendo explodir. Viver o teu olhar todas as manhãs é um privilégio dos deuses, e eu, certamente sou um deles.

Eráclito Alírio



Eráclito Alírio da silveira
Enviado por Eráclito Alírio da silveira em 25/11/2006
Código do texto: T300810
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Sobre o autor
Eráclito Alírio da silveira
Imaruí - Santa Catarina - Brasil, 74 anos
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Eráclito Alírio da silveira