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TÂMARA CRESPA

TÂMARA CRESPA.




Este é um improviso metrificando a saudade,
E o amor há muito sentido por ti.
Essa indizível tormenta que faz viver,
Este coração alvo certeiro para o infarto,
Ao invés de um derrame fatídico de paixão.
Hoje quero morrer de saudades tuas.
E de tanto viver assim, frustro-me.
O amor é cheio de controvérsias, crises:
Emocionais, comportamentais, temperamentais.
E outras matioregas confusas sem definição.
Mas o amor é lindo, dizem que até é azul.
O meu sempre foi verde, verde de gostoso.
Ah verde que te quero verde!
Entretanto, sempre foi proibido como as frutas.
Que são só cobiçadas,
Quando estão adolescentementes verdes.
Ah, não há nada mais gostoso do que o suco
Imaturo de uma tridimensionada carambola.
Sinto-me um menino ainda muito caprino,
Pulando as cercas da vida,
Desejando as frutas alheias.
Santo pecado bom,
Saber que elas também se extasiam,
No ávido prazer de serem comidas.
As frutas são como as mulheres: devoráveis,
Fugazes e vorazmente desfrutáveis.
Coitadas! Esqueceram que um dia foram flores.
Estou te mandando uma mensagem que escrevi,
Para uma frutinha que está se frutificando.
Uma jaboticabazinha que surgiu neste tronco,
No qual ainda pende dos galhos,
Uma tâmara crespa que adoro tanto.

Eráclito Alírio



Eráclito Alírio da silveira
Enviado por Eráclito Alírio da silveira em 29/11/2006
Código do texto: T304460
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Sobre o autor
Eráclito Alírio da silveira
Imaruí - Santa Catarina - Brasil, 74 anos
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Eráclito Alírio da silveira