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FEROZ COVA DA PERFÍDIA

FEROZ COVA DA PERFÍDIA.




I- Oh! Sentina de indefinições, feroz cova da minha tortura e das minhas dúvidas. (Pablo Neruda).
II- Eu que buscava em ti a fortaleza de rocha e a solidez de sentimento permanente.
III- Desmoronou e naufragaram silente sob o golpe da perfídia, tudo o que se havia edificado em encantos e suaves ternuras.
IV- Arrojaram-te em braços inconseqüentes, dementes, delinqüentes.  Frágil era o teu sentimento. Por onde andava as tuas preces, a fé, a hóstia comungada? Por certo cuspiste no Cristo?
V- Teu caráter flébil e parvo prostrou-se mais uma vez, e agora, choras perdida entre os escombros que te restaram e que tu mesma construíste.
VI- Feroz cova de orgulho e obscurecido amor, tudo em ti se transformou turvando ainda mais a tua vida decaída e ébria.
VII- Já não me encanto mais com o teu sorriso. Parti da tua vida como um barco sem rumo, foge-me de forma difusa a tua lembrança no mar das noites intermináveis.
VIII- Estou cingido a ti apenas pela presença linda e angelical de Joesa, fruto desse amor, dúbio e violento que naufragou em ti.
IX- Por que tiveste que assanhar em teu ventre cheio de indefinições essa vida, a de Joesa? Para fazê-la sofrer e perpetuar em mim uma saudade infinda e a dor pungente da perda?
X- Em teu caminho levarás as tuas indefinições e, em contra partida, perseguirá e permanecerão em ti para todo o sempre, todas as angústias e o poço amargo da perfídia.

 
  ,        Eráclito Alírio



Eráclito Alírio da silveira
Enviado por Eráclito Alírio da silveira em 29/11/2006
Código do texto: T304466
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Sobre o autor
Eráclito Alírio da silveira
Imaruí - Santa Catarina - Brasil, 74 anos
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Eráclito Alírio da silveira