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GLAUCI: JUNTE A MIM OS SEUS SEGREDOS

GLAUCI! JUNTE A MIM OS SEUS SEGREDOS.







Neste auto-exílio em tempo bem escolhido, onde existe o sabiá, as palmeiras, as saudades e o mar, tem também sabor de exílio verdadeiro, confinamento sem par.
Lembro-me de Marília distante, onde o sol se põe num infinito além crepuscular.
Só não o é de todo porque nele ainda apesar da nostalgia própria e do triste banzo, encontro momentos de excitação imaginária, lembrando-me manso e carinhosamente de ti em forma de uma doce aragem exilada, que age como antibiótico natural sobre as minhas incuráveis e doridas saudades.
Oh! Estrela, onde estás que não me respondes e o teu silêncio cobre-me de prantos, talvez inúteis!
Em que céu, em que lua, em que galáxia tu te escondes?
Há muito, faz dois mil anos te enviei o meu grito profundo, que para a minha tristeza se evolou no infinito.
Venha ó vento e diz-me onde ela está, vá e volte ligeirinho dizer-lhe que cá estou aflito, entre meditações “condoreiras”, como faria um Castro Alves e platonices substanciadas na mais pura saudade, num realismo idílico como o de Vinícius de Moraes.
Diz certa canção: “Junte a mim os seus segredos”.
Faz muito tenho juntado os meus segredos a ti, meus segredos estão escondidos em cada verso que faço.
Às vezes, são quartetos, tercetos, canções, baladas, poemas enfim, sempre de amor, raramente de agonia, meu segredo és tu, depois da minha poesia.
O porquê de não juntares os teus segredos a mim?
Juro que serei discreto e farei deles o melhor dos melhores poemas e, a cada verso, dar-lhes-ei o compasso metrificado com o puro amor.
Faria com que causasse inveja ao poema do sol nascente, faria transcender a luminosidade da lua, revestiria os teus segredos com o carisma da inspiração poética. Um canto puro.
Nele não haveria a simples rima, tenho a certeza, mas sim, haveria a envolvência do teu perfume íntimo de mulher, num bailado de aroma e poesia.
A ele daria a infinitude mística do amor, esparramando pétalas de infinito carmesim.
Um beijo em segredo com os teus segredos.

Eráclito Alírio



Eráclito Alírio da silveira
Enviado por Eráclito Alírio da silveira em 01/12/2006
Código do texto: T306460
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Sobre o autor
Eráclito Alírio da silveira
Imaruí - Santa Catarina - Brasil, 74 anos
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Eráclito Alírio da silveira