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Desculpem-me, se me chamo Vida!

Desculpem-me, se me chamo Vida,
se não sou o que vocês querem...
Nessa inquietude,
sou a juventude,
sou a velhice pobre
e a meninice
dos tais filhos de pais nobres.

Desculpem-me os que não tem juízo,
os que contabilizam prejuízos,
os que atentam sempre contra os loucos,
os deprimidos,
os oprimidos.

Não, não quero mudar meu nome...
Não, não quero vê-los passando fome...
Eu sou a natureza,
eu sou a realeza,
eu sou a liberdade
e a cidade bem guardada
e a desleixada...
eu sou qualquer momento,
eu sou o seu tormento,
eu sou a mais sofrida:
a temida,
a odiada,
sou a Vida!
Nel de Moraes
Enviado por Nel de Moraes em 09/07/2005
Código do texto: T32477

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Sobre o autor
Nel de Moraes
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 56 anos
407 textos (351738 leituras)
2 e-livros (297 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 09/12/16 10:11)
Nel de Moraes