O navio menino
Difícil é começar tudo outra vez. É embaraçoso ter que reconquistar os pedaços da alma pelo caminho.
E nessa tentativa hercúlea, delineamos novos planos, conquistas e até condutas.
Um navio tem a ajuda das máquinas quando quer mudar sua rota, seu destino; mesmo com tamanha sobrecarga em suas entranhas, ele lentamente se move e alcança o rumo e o prumo.
Mas e quanto a nós? Reconsiderando o adágio popular de que “não somos máquinas”?
Como transformar um cenário tempestuoso e mudar a rota?
Ás vezes, quando o navio-alma é transpassado pelas frotas do ego alheio e atacado de forma vil e covarde, faz-se necessário seguir adiante. Rumo ao objetivo – sempre em frente.
Finalmente, o navio-guerreiro compreende que na verdade sua alma estava ferida
Pelos embates da guerra chamada vida
Era gigante somente por fora, mas um jovem aprendiz por dentro
Ele chorou, gritou, expurgou o lixo e a lama
E sem amarras, nasceu de novo
Alma jovem e grisalha
Submersa na força que tem uma alma navegante
Hoje navega por um mundo mais belo
Atravessa dias e noites feliz, pois agora sabe permanecer
Agora aprendeu a se desfazer,
Por que ousou um dia renascer
Janna Olliver
Enviado por Janna Olliver em 17/06/2012
Reeditado em 11/11/2012
Código do texto: T3729275
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