Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

APENAS BEBADO!

APENAS BEBADO!

Hoje não tenho nada para escrever
Acontece que eu acabo de dialogar com tristeza.
Tomei duas ou três latas de cerveja
Estou bebendo e escrevendo
Acabo de ligar para um amigo que está completando anos hoje
Desejei a ele tudo de bom e um feliz aniversário.
Marcamos para tomar uma, outro dia
Estou tonto e pensativo
Estou triste e leso
De minha cabeça não sai nada romântico
Queria eu compor aquela musica
Onde fala de amor
O amor correspondido
Mas meu estado de embriagues não deixa
Devo me culpar por isso?
Meu coração só pensa nela
Ou melhor, nelas, minha gatinha de estimação.
Estou vivendo um momento decisivo de minha vida
O nada é nada que tenho na mente
Minha filosofia é amar
Amar e amar.
Amo a me mesmo, ou não?
Será que vou sobreviver sem nem um arranhão?
Ainda tem mil coisas a serem feitas
A casa pra terminar
O carro pra pagar
A faculdade que ainda ta só no começo
Meu avião não voa
Mina conta atoa.
Mas o solto estar limpo...
Não quero mais que meu cachorro faça xixi lá
Coloquei um papel de proteção
Por quanto tempo?
Respiro fundo e da vontade de dormir
Queria amar, mas quem?
Queria sorri do que?
Queria você cadê?
Contento-me com o silêncio
Ou o zumbindo dos meus ouvidos
Estou pegajoso, vou me molhar.
Um pássaro descansa no fio de alta tensão
Queria ser um pássaro...
Meu gato comeu um pássaro
Coitado do pardal
Voava livre... Seria feliz? Não sei!
No meu entender todos os pássaros são felizes
Minha avó me disse para que eu estudasse
só assim seria livre...
Eu só queria namora
Lembrei-me daquele amor que mim encantou
Que me encanta até hoje
Paixão de carnaval
Que quando não passa é lembrada em qual quer machinha
Minha vida é andar por esse pais disse Luiz Gonzaga
Minha vida é lembrar de ser feliz disse eu
É minha felicidade, onde encontro?
Será que estar nos livros que não li?
Será feita um balão que cruza os oceanos?
Minha felicidade está no meu coração.
Tenho um, e quem me conhece sabe que tenho.
Às vezes ele para, tem preguiça de bater
As vezes bate tão forte, que eu que sou seu dono estanho.
A cerca elétrica tremula feito bandeira em mastro retumbante
Que retumba, que ressoa, que ribomba.
Nossa como meu pescoço dói
Deve ser a postura de assentar
Estou ferido e fedendo
Estou tonto e de barriga cheia
Estou cansado e acordado
Estou morto e vivendo
Estou sóbrio e tonto
Estou só e cheio de pensamentos
Meu Deus, onde estais?
Escuto no fundo do meu eu
Do teu lado meu filho.
Conforto-me, viro bem devagarzinho e não o vejo.
Mas escuto sua voz
Canta uma canção em inglês
Não estudei essa lição
Mas me convence é Deus mesmo
Será que estou no céu?
Não apenas bêbado.

Escrito por Orlando Oliveira em 17 de outubro de 2012.



ORLANDO S OLIVEIRA
Enviado por ORLANDO S OLIVEIRA em 17/10/2012
Reeditado em 16/05/2013
Código do texto: T3937763
Classificação de conteúdo: seguro

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Endereço da obra Recant das Letras de Orlando Oliveira.). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
ORLANDO S OLIVEIRA
Aracaju - Sergipe - Brasil, 55 anos
823 textos (26748 leituras)
4 áudios (131 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 21/08/17 17:00)
ORLANDO S OLIVEIRA