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Vácuo

Vácuo
Que me pasmo de frente
Entre gente e sombras
Vagos pensamentos que me permanecem inerte...
Intemporal... Sem raios de sol ou presenças que me façam sorrir.
Pedras que se esbatem
Frio que se faz
Vento que me rodopia numa outra que não eu
Me transforma
Me enrola e engana
Me seduz com almas penadas que me circundam...
Vozes que não se calam, me ensurdecem e corroem
Que não vejo
Feito gritos que calam a alma, que esbatem no corpo
Avassalam o coração
E nos deixam loucos
Definitivamente sós....
Cheiro flores neste quarto podre
Pontapeio tudo o que o envolve
Embalando tudo o que me trás essências tuas
Essas reais....Envolta e perdida na saudade da tua voz...
Aquela que me ironizava, devolvia e me revelava...
Resta-me as tuas roupas, a minha saudade
As tuas memórias e este cheiro a rosas que me leva um pouco até a ti....
Joana Sousa Freitas
Enviado por Joana Sousa Freitas em 03/09/2005
Código do texto: T47382
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Sobre a autora
Joana Sousa Freitas
Portugal, 40 anos
118 textos (7239 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 09/12/16 03:44)
Joana Sousa Freitas