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Solidão

Fico aqui sentada,
remoendo a saudade da palavra,
o seu canto, manto verde que me sossega com um só olhar...
Fico aqui ...Sem mais letras, sem voz, cega e com receio de cantar a alma.
Zango-me com a alma,
Com o mundo
Com esta solidão que me remove do universo das coisas...
A dor é um cravo na pele,
Uma cravilha na alma
uma faca desesperada no coração.
Pior que a mordaça,
pior que o nada
é um vazio que me tortura, me força, me despera e me mata avassaladamente.
Farta de viver,
cansada de egoísmos
de sentinelas
de palavras e a ausência delas
farta do mundo
das tempestades, do céu cinza fruto da queima da alma
Cansada da terra, e do seu vácuo,
aquele abismo que caío, me perco e fico eternamente só!
Joana Sousa Freitas
Enviado por Joana Sousa Freitas em 04/09/2005
Código do texto: T47466
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Sobre a autora
Joana Sousa Freitas
Portugal, 40 anos
118 textos (7239 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 06/12/16 18:07)
Joana Sousa Freitas