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O espaço


Em tardes cinza só resta enxergar onde o som não se propaga. As paredes os quartos somem, parecem existir só ondas circulares, elas vêm ligeiras com toda força, arrastando o pouco dos objetos que restam. Os cacos e farrapos empilhados no vácuo desregulam a longitude do espaço.

Nessa história não há sapo que vira príncipe tão pouco princesa que perde a identidade.

O povo taciturno assiste a tudo, tão distante a ponto de nem serem vistos.
Segue-se a rotina, na terra, no ar, no mar, na lua, ou então na simples complexidade do lugar onde o som não se propaga.

A dor vista de longe nas tardes de cinzas, entorpece, ameniza. E as lagrimas que vão caindo não enche rios, mas as forças gravitacionais as tornam insuportável de carregar.

 Assim o volume do silencio enlouquece nas tardes cinza onde o som não se propaga.

E no fundo, as visões não passam de ciladas que enlaça e derruba quem sofre no lugar onde o som não se propaga.

(O mar refugia horizontes vazios e neles passaria a vida inteira, desejando o que mais odeio. Nenhum de Nós.).

Jane.
Jane Krist Coffee
Enviado por Jane Krist Coffee em 06/10/2005
Reeditado em 03/12/2010
Código do texto: T57350

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Sobre a autora
Jane Krist Coffee
São Paulo - São Paulo - Brasil
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